segunda-feira, 24 de março de 2008

Viajar é preciso

Desestresse
Passatempo favorito
Ver paisagens
Conhecer pessoas
Descobrir culturas diferentes
Respeitar as difereças culturais
Descobrir um novo mundo
Sentir novos climas
Visitar praias
Sentir o vento
Enfim é uma das infinitas formas de perceber que Deus existe!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Saudade.

Existem pessoas que passam por nossas vidas e deixam marcas boas difíceis de serem esquecidas...
Homenágem a alguém especial que fez parte da minha vida, minha avó!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Ajuruteua-Pa

Dormir em frente ao mar, barulho somente de ondas traduzindo assim a tranquilidade local, momento perfeito para relaxar no fim de semana. Positividade é o que impera aqui!"Jah bless this beautiful place"!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Anotações da aula de empreendedorismo...

Logicamente, não existe um plano de negócio que garanta o sucesso do futuro negócio, mas, ao completá-lo, o empreendedor terá dado credibilidade e autoridade à sua idéia. Colocá-la no papel implica compromisso, pesquisa e muito trabalho. Se o plano não for efetivo no papel, provavelmente não funcionará no mercado. Um plano de negócio finalizado proporciona uma série de aplicações em potencial. Primeiramente, ele é um poderoso documento na busca de financiamento. Segundo, serve como um plano operacional ou como um plano para dirigir suas operações. Terceiro, consiste em provar a exeqüibilidade de uma idéia empresarial. Assim, o plano de negócio não é apenas um valioso documento empresarial, mas também uma prova da capacidade empreendedora.

E, antes de qualquer coisa: boas idéias fazem boas empresas, e boas empresas originam-se de bons planos de negócios. No entanto, cuidado: pois nem mesmo o melhor plano de negócio pode transformar uma idéia ruim em uma boa empresa. Entretanto, um bom plano pode ajudar um negócio em potencial a tornar-se digno de crédito, além de compreensível e atraente para alguém que não esteja familiarizado com ele.

Elaborar um plano de negócios é como um quebra-cabeça. Somente quando todas as peças tiverem sido consideradas e colocadas no lugar certo, a figura estará montada.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

"O significado das coisas não está nas coisas em sí, mas sim em nossa atitude com relação a elas."
Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Visita bem vinda!

Hoje pela tarde ví dois pequenos vultos no quintal da minha casa voando para lá e para cá, não queriam aproximação nenhuma, mas quando coloquei uma fruta na janela da cozinha logo logo se apresentaram devoraram toda a banana e se mandaram! rsrs
Espécie de periquito muito comum na região Amazônica "Aratinga solstitialis"conhecida popularmente como Jandaia-sol.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O Quase.

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.

A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luiz Fernando Veríssimo

Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.


E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!


Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.


A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.


Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.


Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.


Eles não iriam acreditar.


Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.


Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.


E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.


Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.


Se todos eles morrerem, eu desabo!


Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.


E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.


Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.


Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.


Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...


Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!


A gente não faz amigos, reconhece-os.


Vinicius de Moraes

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Carimbó

Passar o reveillon dançando Carimbó no Lua Cheia não tem preço...

2008 com o pé direito.

Não existe coisa melhor do que começar o ano em uma bela praia com grandes amigos ao redor, momento muito bom para refletir e planejar um ano com muito trabalho e novos desafios que estão por vir. Só peço a Deus bastante Saúde para conseguir em seguida realizar meus objetivos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007



Engraçado... quando chega o fim do ano a gente lembra de bons momentos que passamos com os grandes amigos. Que pena que o destino nos separou, mas uma reunião sempre acontece para matarmos a saudade. Feliz 2008 para todos!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Ignorância, incerteza, insegurança e a busca da verdade.

Ignorar é não saber alguma coisa. A ignorância pode ser tão profunda que sequer a percebemos ou a sentimos, isto é, não sabemos que não sabemos, não sabemos que ignoramos. Em geral, o estado de ignorância se mantém em nós enquanto as crenças e opiniões que possuímos para viver e agir no mundo se conservam como eficazes e úteis, de modo que não temos nenhum motivo para duvidar delas, nenhum motivo para desconfiar delas e, conseqüentemente, achamos que sabemos tudo o que há para saber.

A incerteza é diferente da ignorância porque, na incerteza, descobrimos que somos ignorantes, que nossas crenças e opiniões parecem não dar conta da realidade, que há falhas naquilo em que acreditamos e que, durante muito tempo, nos serviu como referência para pensar e agir. Na incerteza não sabemos o que pensar, o que dizer ou o que fazer em certas situações ou diante de certas coisas, pessoas, fatos, etc. Temos dúvidas, ficamos cheios de perplexidade e somos tomados pela insegurança.

Outras vezes, estamos confiantes e seguros e, de repente, vemos ou ouvimos alguma coisa que nos enche de espanto e de admiração, não sabemos o que pensar ou o que fazer com a novidade do que vimos ou ouvimos porque as crenças, opiniões e idéias que possuímos não dão conta do novo. O espanto e a admiração, assim como antes a dúvida e a perplexidade, nos fazem querer saber o que não sabemos, nos fazem querer sair do estado de insegurança ou de encantamento, nos fazem perceber nossa ignorância e criam o desejo de superar a incerteza.

Quando isso acontece, estamos na disposição de espírito chamada busca da verdade.

O desejo da verdade aparece muito cedo nos seres humanos como desejo de confiar nas coisas e nas pessoas, isto é, de acreditar que as coisas são exatamente tais como as percebemos e o que as pessoas nos dizem é digno de confiança e crédito. Ao mesmo tempo, nossa vida cotidiana é feita de pequenas e grandes decepções e, por isso, desde cedo, vemos as crianças perguntarem aos adultos se tal ou qual coisa “é de verdade ou é de mentira”.

Quando uma criança ouve uma história, inventa uma brincadeira ou um brinquedo, quando joga, vê um filme ou uma peça teatral, está sempre atenta para saber se “é de verdade ou de mentira”, está sempre atenta para a diferença entre o “de mentira” e a mentira propriamente dita, isto é, para a diferença entre brincar, jogar, fingir e faltar à confiança.

Quando uma criança brinca, joga e finge, está criando um outro mundo, mais rico e mais belo, mais cheio de possibilidades e invenções do que o mundo onde, de fato, vive. Mas sabe, mesmo que não formule explicitamente tal saber, que há uma diferença entre imaginação e percepção, ainda que, no caso infantil, essa diferença seja muito tênue, muito leve, quase imperceptível – tanto assim, que a criança acredita em mundos e seres maravilhosos como parte do mundo real de sua vida.

Por isso mesmo, a criança é muito sensível à mentira dos adultos, pois a mentira é diferente do “de mentira”, isto é, a mentira é diferente da imaginação e a criança se sente ferida, magoada, angustiada quando o adulto lhe diz uma mentira, porque, ao fazê-lo, quebra a relação de confiança e a segurança infantis.

Quando crianças, estamos sujeitos a duas decepções: a de que os seres, as coisas, os mundos maravilhosos não existem “de verdade” e a de que os adultos podem dizer-nos falsidades e nos enganar. Essa dupla decepção pode acarretar dois resultados opostos: ou a criança se recusa a sair do mundo imaginário e sofre com a realidade como alguma coisa ruim e hostil a ela; ou, dolorosamente, aceita a distinção, mas também se torna muito atenta e desconfiada diante da palavra dos adultos. Nesse segundo caso, a criança também se coloca na disposição da busca da verdade.

Nessa busca, a criança pode desejar um mundo melhor e mais belo que aquele em que vive e encontrar a verdade nas obras de arte, desejando ser artista também. Ou pode desejar saber como e por que o mundo em que vive é tal como é e se ele poderia ser diferente ou melhor do que é. Nesse caso, é despertado nela o desejo de conhecimento intelectual e o da ação transformadora. A criança não se decepciona nem se desilude com o “faz-de-conta” porque sabe que é um “faz-de-conta”. Ela se decepciona ou se desilude quando descobre que querem que acredite como sendo “de verdade” alguma coisa que ela sabe ou que ela supunha que fosse “de faz-de-conta”, isto é, decepciona-se e desilude-se quando descobre a mentira. Os jovens se decepcionam e se desiludem quando descobrem que o que lhes foi ensinado e lhes foi exigido oculta a realidade, reprime sua liberdade, diminui sua capacidade de compreensão e de ação. Os adultos se desiludem ou se decepcionam quando enfrentam situações para as quais o saber adquirido, as opiniões estabelecidas e as crenças enraizadas em suas consciências não são suficientes para que compreendam o que se passa nem para que possam agir ou fazer alguma coisa.

Assim, seja na criança, seja nos jovens ou nos adultos, a busca da verdade está sempre ligada a uma decepção, a uma desilusão, a uma dúvida, a uma perplexidade, a uma insegurança ou, então, a um espanto e uma admiração diante de algo novo e insólito.

Convite à Filosofia
Marilena Chaui
Ed. Ática, São Paulo,2000